Lá estava ele descendo as ruas de sua vida.Amiúde,como sempre observava as pessoas.
Todavia,elas olhavam para ele,com olhares inquisitórios,franziam a testa,e haviam outras que balançavam a cabeça em negação.Ele por sua vez,não entendia ou talvez fingia não entender,de certa forma,pensava ser melhor assim.
Continuava seguindo seu caminho,sempre olhando seus passos.Até que um dia decidiu.Olhar adiante,foi então que viu.Reparou que naquelas manhãs,o Sol nascia,logo ali na sua frente,e até então,não havia dado a mínima para aquela imensa bola de fogo que visualizara.Sentiu-se como os outros,o Sol nascera para ele também,sorriu.E aquele singelo sorriso deu início a um pensamento que colocou em pratica.
Começou a sorrir para ela,para assim então ela sorrir igualmente,para ele.
Tinha apenas um desejo naquele momento encontrá-la.
E pensou.
Se ela sorri-se pra mim,como eu sorrio pra ela...
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Ambíguo
Ele estava com uma cara esquisita.Ficou diferente depois do acontecido,todos notaram,só ele que não.E negava com veemência,-Não continuo o mesmo!
Todos sabiam que era da boca pra fora.Disse adeus,como era de se esperar ninguém acreditou.
Ficaram perplexos com a firmeza de seus passos.Passos esses que depois do acontecido,denotavam maturidade,falou um amigo-É realmente ele mudou...
Mas o que aconteceu,ninguém tinha o conhecimento,apenas um amigo que não era tão próximo assim,disse:É dinheiro ou mulher,é um dos dois,ou será os dois...Nenhum deles tinha certeza de nada,aliás a única certeza que tinham era que ele mudara e estava dizendo adeus...Mas adeus???Pra quem???Ou melhor para o quê??
Nessa hora ninguém tinha certeza de nada...Por vias da dúvida,um amigo se aproximou e o interpelou:-Como assim adeus?Você quer dizer adeus de,tchau até mais ou à Deus?Tipo promessa...
Ficou quieto por alguns segundos e olhando para grupo que era formado pelas palavras que criaram expectativas.
Apenas disse:-A jornada é longa...
Foram palavras de transmitiam uma ambiguidade,como só ele conseguia fazer,sempre fora expert nisso.
Ficou quieto por alguns segundos e olhando para grupo que era formado pelas palavras que criaram expectativas.
Apenas disse:-A jornada é longa...
Foram palavras de transmitiam uma ambiguidade,como só ele conseguia fazer,sempre fora expert nisso.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Fragmentos expostos
Estava diante de si,encarando-se no espelho que refletia nada mais do que uma imagem fragmentada.Desviou o olhar,pois aquela figura nada se assemelhava a ele.
Pensou nela novamente.
Aliás sonhara com ela na noite anterior.
Porquê?Pensou.
Não tinha a resposta pra isso.E sorriu quando pensou que não tinha respostas pra nada nesta vida.
Mas todos os dias são novos dias,não é?
Sempre existirá uma rota e um destino e no meio você encontrará a isolação.Será que está é uma resposta?Ou talvez o meio é o caminho mais curto para o fim.Riu novamente,achou que estava ouvindo muito Joy Division,achou que já estava lhe influenciando.
Olhou ao redor do vazio que se pronunciou à ele,e não deu a miníma para aquele fato,estava ciente de que com um simples toque a "bolha"estouraria,não havia motivos para pânico,só se começasse a ouvir Smiths,ria daquele pensamento.
Enquanto procurava visualizar os fragmentos expostos,estava a procura da cura de todo mal e nesse interim fingia ter paciência com a mesmices mundanas.
Pensou nela novamente.
Aliás sonhara com ela na noite anterior.
Porquê?Pensou.
Não tinha a resposta pra isso.E sorriu quando pensou que não tinha respostas pra nada nesta vida.
Mas todos os dias são novos dias,não é?
Sempre existirá uma rota e um destino e no meio você encontrará a isolação.Será que está é uma resposta?Ou talvez o meio é o caminho mais curto para o fim.Riu novamente,achou que estava ouvindo muito Joy Division,achou que já estava lhe influenciando.
Olhou ao redor do vazio que se pronunciou à ele,e não deu a miníma para aquele fato,estava ciente de que com um simples toque a "bolha"estouraria,não havia motivos para pânico,só se começasse a ouvir Smiths,ria daquele pensamento.
Enquanto procurava visualizar os fragmentos expostos,estava a procura da cura de todo mal e nesse interim fingia ter paciência com a mesmices mundanas.
domingo, 12 de agosto de 2007
Talvez amanhã fosse diferente
Já estava claro,mas as luzes da cidade ainda permaneciam ligadas.Logo percebeu que seus olhos se encontravam na escuridão,por este motivo ainda via luzes,nas esquinas.
Decidiu caminhar,como outras vezes,sem destino.Só queria sair por aí sem a preocupação prévia da volta.
Acompanhava,sem saber porquê,os trilhos de uma linha ferrêa,talvez para não se perder,ou para saber que a qualquer momento podia voltar de onde veio.Via os edifícios,a face de uma cidade desfigurada,o mundo girava debaixo de seus pés.
Talvez amanhã fosse diferente.
Decidiu caminhar,como outras vezes,sem destino.Só queria sair por aí sem a preocupação prévia da volta.
Acompanhava,sem saber porquê,os trilhos de uma linha ferrêa,talvez para não se perder,ou para saber que a qualquer momento podia voltar de onde veio.Via os edifícios,a face de uma cidade desfigurada,o mundo girava debaixo de seus pés.
Talvez amanhã fosse diferente.
domingo, 5 de agosto de 2007
Paradoxo
O sol nasceu.
E raiou fustigando suas decisões.E com o nascimento da estrela que jazia às 18:00hs de todos os dias.Uma outra surgia para sucede-la,e inebriava os becos escuros.E lá de cima calada fazia nossos passos tornarem-se dissimulados.
As chamas da estrela que nascia todos os dias,acalentava qualquer alma desprovida de solenidade,o calor de todas as manhãs aquiescia os mais variados sorrisos.Crianças despreparadas para a perda da ingenuidade,brincavam na luminosidade que não se podia apagar com interruptor.
Ficavam ali a mercê de sombras corriqueiras,que surgiam para assustar aqueles pequenos corpos intrépidos,à procura de aventuras no começo de sua longa vida.Fanfarronas como sempre, brincavam de pega-pega,esconde-esconde,e por fim pintavam o sete.
Mas logo,sem nenhum aviso prévio,no seu imenso mutismo,lá do alto surdinamente aparecia peremptóriamente.Ela.Dissimulando nossos passos e dando sinuosidade aos nossos pensamentos. Trazia junto a ela,um brilho indefectível e intermitantemente belo.Com sua chegada éramos transmutados a outra órbita.
Haja visto,a dissimulação de nossos passos,que tortuosamente era carregada por ela.Dava-nos um ar deletério e sombrio por vezes.
Uma Diáspora era formada nesse instante,abria-se uma fenda entre os mundos.Podia-se ver as galáxias,viajar nas órbitas geladas de Júpiter,ou apenas olhar e esperar um dia melhor.
No principio dessa tormenta,todos sem a excepção tornavam-se emancipados,para compreender melhor o paradoxo da vida.Mas até hoje ninguém fora anunciado com a tal resposta,pois como sempre partíamos da prerrogativa de apenas viver,curtir e apreciar as cores da vida e assim deixavamo-nos de lembrar que até em dias ensolarados existem sombras,mas sabia-se que alguém em algum lugar tinha essas elucidações.
E raiou fustigando suas decisões.E com o nascimento da estrela que jazia às 18:00hs de todos os dias.Uma outra surgia para sucede-la,e inebriava os becos escuros.E lá de cima calada fazia nossos passos tornarem-se dissimulados.
As chamas da estrela que nascia todos os dias,acalentava qualquer alma desprovida de solenidade,o calor de todas as manhãs aquiescia os mais variados sorrisos.Crianças despreparadas para a perda da ingenuidade,brincavam na luminosidade que não se podia apagar com interruptor.
Ficavam ali a mercê de sombras corriqueiras,que surgiam para assustar aqueles pequenos corpos intrépidos,à procura de aventuras no começo de sua longa vida.Fanfarronas como sempre, brincavam de pega-pega,esconde-esconde,e por fim pintavam o sete.
Mas logo,sem nenhum aviso prévio,no seu imenso mutismo,lá do alto surdinamente aparecia peremptóriamente.Ela.Dissimulando nossos passos e dando sinuosidade aos nossos pensamentos. Trazia junto a ela,um brilho indefectível e intermitantemente belo.Com sua chegada éramos transmutados a outra órbita.
Haja visto,a dissimulação de nossos passos,que tortuosamente era carregada por ela.Dava-nos um ar deletério e sombrio por vezes.
Uma Diáspora era formada nesse instante,abria-se uma fenda entre os mundos.Podia-se ver as galáxias,viajar nas órbitas geladas de Júpiter,ou apenas olhar e esperar um dia melhor.
No principio dessa tormenta,todos sem a excepção tornavam-se emancipados,para compreender melhor o paradoxo da vida.Mas até hoje ninguém fora anunciado com a tal resposta,pois como sempre partíamos da prerrogativa de apenas viver,curtir e apreciar as cores da vida e assim deixavamo-nos de lembrar que até em dias ensolarados existem sombras,mas sabia-se que alguém em algum lugar tinha essas elucidações.
terça-feira, 31 de julho de 2007
Aquilo que perdera à alhures
Tropeçou,ele realmente tropeçou em si mesmo,sofrivelmente encarava a si próprio.Quis continuar,mas tornava-se quase impossível prosseguir com tamanha sofreguidão.
Sempre fora difícil ver em si mesmo o reflexo da tristeza,do abandono,da angústia que com o passar do tempo aumentava ainda mais com o vazio de um sentimento próspero.
Um vácuo foi criado naquele dia e continuava a aumentar preponderantemente aos dias de hoje.
Aquele sentimento que foi precocemente interrompido,por um imensurável desatino da vida,estava por terminar.
Enquanto continuava a se desvencilhar,dos ataques constantes que a amargura de um sentimento passado feria constantemente aquilo que um dia foi um ".......",tentava sem sucesso iniciar novamente aquilo que um dia perdera.
Mas como se podia imaginar,travava uma batalha constante consigo mesmo,pois no lugar daquilo que um dia foi um"......"havia agora uma pedra,a maior que conseguira encontrar colocou ali para ocupar o lugar do dito".........".
Havia naqueles passos curtos uma boa dose de temperança,em virtude disso tornou-se novamente auspicioso,seus passos curtos denotavam o assédio de um sonho,que teve em seus períodos de solidão,sonhara que tal dia e tal hora,iria encontrar aquilo que fora trocado por uma pedra,e seria dentre as mais belas que iria regozija-lo.E dar credulidade à sonhos,era quase surreal,pois sonho para ele comprava-se em qualquer padaria.
Mas ali quase se perdendo na aventura de sua tristeza,guiou-se por uma sensação que lhe causava estranheza.A sensação que tivera foi de grande comoção e o levou a sentir,aquilo que perdera à alhures.
E ali aonde jamais poderia imaginar foi agraciado com aquilo que entregou a inércia da rotina da procura,aquela com quem sonhou estava diante dele,emanando tudo o que pediu no interim do tempo que passou resignado por força do desacato passível.
Alegrou-se como dantes visto,tirou de seu rosto as marcas que enegreciam sua aura,e voltou a viver sem pedir que os céus o leva-se desse mundo,pediu agora mais um tempo aos arquitetos do mundo,para jubilar-se na efervescência da paixão.
Sempre fora difícil ver em si mesmo o reflexo da tristeza,do abandono,da angústia que com o passar do tempo aumentava ainda mais com o vazio de um sentimento próspero.
Um vácuo foi criado naquele dia e continuava a aumentar preponderantemente aos dias de hoje.
Aquele sentimento que foi precocemente interrompido,por um imensurável desatino da vida,estava por terminar.
Enquanto continuava a se desvencilhar,dos ataques constantes que a amargura de um sentimento passado feria constantemente aquilo que um dia foi um ".......",tentava sem sucesso iniciar novamente aquilo que um dia perdera.
Mas como se podia imaginar,travava uma batalha constante consigo mesmo,pois no lugar daquilo que um dia foi um"......"havia agora uma pedra,a maior que conseguira encontrar colocou ali para ocupar o lugar do dito".........".
Havia naqueles passos curtos uma boa dose de temperança,em virtude disso tornou-se novamente auspicioso,seus passos curtos denotavam o assédio de um sonho,que teve em seus períodos de solidão,sonhara que tal dia e tal hora,iria encontrar aquilo que fora trocado por uma pedra,e seria dentre as mais belas que iria regozija-lo.E dar credulidade à sonhos,era quase surreal,pois sonho para ele comprava-se em qualquer padaria.
Mas ali quase se perdendo na aventura de sua tristeza,guiou-se por uma sensação que lhe causava estranheza.A sensação que tivera foi de grande comoção e o levou a sentir,aquilo que perdera à alhures.
E ali aonde jamais poderia imaginar foi agraciado com aquilo que entregou a inércia da rotina da procura,aquela com quem sonhou estava diante dele,emanando tudo o que pediu no interim do tempo que passou resignado por força do desacato passível.
Alegrou-se como dantes visto,tirou de seu rosto as marcas que enegreciam sua aura,e voltou a viver sem pedir que os céus o leva-se desse mundo,pediu agora mais um tempo aos arquitetos do mundo,para jubilar-se na efervescência da paixão.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Caminhar sem reclamar,deveras da vida
Acordou mas não fez menção nenhuma para se levantar,ficou ali quieto ouvindo o que o mundo tinha a dizer naquele silêncio absoluto que imperava na sua casa.Movimentava apenas seus grandes olhos.
Olhos que se esbugalharam,pela derradeira escolha de optar pelas coisas erradas da vida cotidiana.
Ao mover aqueles grandes olhos,elucubrava cânticos nostálgicos,que um dia ouvira de alguém.E esse alguém que não conhecia por mera pretensão de caminhos que nunca se cruzavam,sabia que ali naquela rua havia alguém,que decidira nunca mais levantar do leito insolúvel.
Mas em um outono qualquer,aquele alguém de cânticos nostálgicos,começou a bater de porta em porta,procurando aquele outro alguém que decidira viver de barriga pra cima até que a morte o leva-se.
O outono findou-se,iniciou-se o inverno,no frio intenso de uma manhã qualquer,ouviu de trás de uma porta,de uma casa de qualquer um.Um som parecido com aqueles que costumadamente cantava,e neste instante colocou um daqueles seus ouvidos na porta,para ouvir melhor aquelas notas.
Reconheceu o canto que vinha de dentro daquela casa,decidiu bater na porta acompanhando as notas da música,sem notar que a porta estivesse entre aberta,com as batidas que dava na porta,para acompanhar o som,aquilo que separava o mundo dos dois abriu-se.E para espanto de ambos,se pareciam em demasia,sim eram realmente iguais.....
Parecia que estava de fronte a um espelho,os gestos,os olhos,enfim tudo era idêntico,mas como isso é possível,um pensou,e o outro automaticamente pensou igual.
Ficaram fitando-se,por alguns minutos,a única diferença entre eles naquela hora,que se notava era que um estava de pé e o outro deitado.O que estava em pé,pois esse sempre tivera mais disposição para viver,falou:
-Deixe de reclamar tanto pelo o que ainda não tem.
O que estava deitado então,ninguém sabe como,levantou-se e decidira caminhar sem reclamar deveras da vida,ou melhor reclamava agora sorrindo.
Olhos que se esbugalharam,pela derradeira escolha de optar pelas coisas erradas da vida cotidiana.
Ao mover aqueles grandes olhos,elucubrava cânticos nostálgicos,que um dia ouvira de alguém.E esse alguém que não conhecia por mera pretensão de caminhos que nunca se cruzavam,sabia que ali naquela rua havia alguém,que decidira nunca mais levantar do leito insolúvel.
Mas em um outono qualquer,aquele alguém de cânticos nostálgicos,começou a bater de porta em porta,procurando aquele outro alguém que decidira viver de barriga pra cima até que a morte o leva-se.
O outono findou-se,iniciou-se o inverno,no frio intenso de uma manhã qualquer,ouviu de trás de uma porta,de uma casa de qualquer um.Um som parecido com aqueles que costumadamente cantava,e neste instante colocou um daqueles seus ouvidos na porta,para ouvir melhor aquelas notas.
Reconheceu o canto que vinha de dentro daquela casa,decidiu bater na porta acompanhando as notas da música,sem notar que a porta estivesse entre aberta,com as batidas que dava na porta,para acompanhar o som,aquilo que separava o mundo dos dois abriu-se.E para espanto de ambos,se pareciam em demasia,sim eram realmente iguais.....
Parecia que estava de fronte a um espelho,os gestos,os olhos,enfim tudo era idêntico,mas como isso é possível,um pensou,e o outro automaticamente pensou igual.
Ficaram fitando-se,por alguns minutos,a única diferença entre eles naquela hora,que se notava era que um estava de pé e o outro deitado.O que estava em pé,pois esse sempre tivera mais disposição para viver,falou:
-Deixe de reclamar tanto pelo o que ainda não tem.
O que estava deitado então,ninguém sabe como,levantou-se e decidira caminhar sem reclamar deveras da vida,ou melhor reclamava agora sorrindo.
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